domingo, 13 de março de 2011

A arte de Amar!

Olá caríssimos leitores!
É verdade, desde quarta-feira que não escrevo nada. Mas estive em Retiro Quaresmal. Poderia falar-vos sobre o Retiro, mas penso que só com a vivência do mesmo é que conseguimos compreender.
Hoje falo-vos sobre a vocação comum a todos: AMAR.
Segundo o dicionário de Língua Portuguesa, amar é gostar de, preferir algo, etc.
O que o dicionário nos diz não é nada, pois o que diz é muito vago. O amor e o verbo amar, são algo tão complexo, que seriam, a meu ver, necessários muitos volumes, para os poderem caracterizar nas diversas formas. Sobre isto, falou-nos, na sua primeira encíclica Bento XVI, “Deus Caritas Est”, uma boa sugestão de leitura.
Contudo, a reflexão que vos apresento hoje, não foi baseada nessa encíclica, mas numa das minhas leituras durante o Retiro: “Alguém te chama… Como Respondes?”, de Jorge Manuel Santos Gouveia.
Dizia que todos temos uma vocação comum. E é verdade: todos somos chamados a amar, mas nem sempre todos aceitamos este chamamento.
«O amor é o fim de toda a acção humana» pois, no fim da vida, seremos julgados pelo amor. Por vezes, em alguns locais/pessoas, não existe o amor. É, então, nossa função, colocarmos amor para que este surja. Praticando este amor com actos apropriados, ele crescerá e fará com que vivamos a experiência mais rica e ao mesmo tempo uma aventura sempre temida.
O maior exemplo de amor que podemos ter é, sem a menor dúvida, Jesus Cristo. E, se o nosso amor for autêntico, tornamo-nos semelhantes a Ele. Como Ele perdoou os seus inimigos, o nosso maior teste de amor é perdoar aqueles que nos ofenderam e maltrataram.
Neste chamamento a amar, somos convidados a amar os mais pobres, os mais tristes, os que têm doenças contagiosas, os mais maltratados… Em poucas palavras, «o nosso amor deve estender-se a todos os sectores, sobretudo aos mais desfavorecidos».
Coloca-se, no entanto aqui outra questão: a sexualidade. Esta, quando vivida com verdadeiro e autêntico amor, é maravilhosa. Fora disso, torna-se uma depravação, um desrespeito para com a vida humana. É falsificar o amor, quando o reduzimos à sexualidade.
Quando este amor é vivido de forma similar à de Jesus, o homem realiza-se. Do amor tudo vem, e sem ele nada existe. Podemos, assim, comparar o amor a um mosaico, com «infinitas cores, formas e expressões».
Se fizermos uma breve análise à nossa vida, vemos que temos em nós a necessidade de amar, e que o amor está inscrito no nosso coração. Mas, apesar de estar nos nossos genes, «amar é uma arte e requer uma aprendizagem».
Não vos indico aqui como o deveis fazer, mas sim, começo a pintar uma tela na vida daqueles que apreenderem estas definições, para depois serem vocês próprios a acabarem a tela e a dar beleza ao quadro.
Amar é, em algumas palavras, abrir as portas do coração ao mundo para ser uma ajuda aos outros; é um esquecimento de mim próprio numa dádiva sem medida, numa entrega, oferecendo o que de melhor há em mim. «É compartilhar alegrias e tristezas, […] preferir o outro, sobretudo o que não me diz obrigado, aquele a quem ensino alguma coisa e não me agradece ou recompensa».
Esta nossa vocação comum é a maior aventura e, esta arte, deve ser cultivada diariamente. Não podemos pensar que, chegando a um ponto, adquirimos a arte do amor. Há sempre coisas novas a aprender e a descobrir sobre ele. Só o podemos descobrir, vivendo-o. Ele transmite-se pela vivência.
Findo, deixando-vos o desafio de aceitarem esta vocação, aceitando-a totalmente, e, se já a aceitaram, vivam-na intensamente. De certo que não se irão arrepender!



Ad majorem Dei gloriam!
Ismael Sousa

1 comentário:

  1. até porque não se ensina ninguém o «como» amar... apenas se mostra o Amor, na capacidade de amar que é preciso viver...
    e continuar... até à Cruz... porque é esse o melhor caminho do Amor que nos é dado a conhecer...
    parabéns

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